Os 3 modelos de comunicação (+ Bónus)

Os 3 modelos de comunicação

Os 3 modelos de comunicação (mais um bónus no final deste artigo) para nunca mais perderes um cliente e ao mesmo tempo poderes partilhar o teu know-how e compreender melhor as outras pessoas, utilizando para isso a aplicação dos nossos sentidos.

Todos nós somos diferentes, certo? E, como tal, a forma de comunicação que utilizamos define os resultados que temos na nossa vida.

Quando comecei a minha jornada no mundo do empreendedorismo costumava comunicar com o meu público alvo sempre da mesma maneira (ou seja, a minha maneira) e posso garantir-te que algumas das vezes, quando reparava nas expressões das pessoas com quem falava, sentia que a mensagem não estava a ser passada de forma correta.

Há pessoas que se relacionam instintivamente melhor consigo próprias e outras que se relacionam bem com os outros. Depois há quem se relacione quase sempre bem com tudo e com todos e outros que simplesmente não se conseguem relacionar.

E isto afeta a nossa vida pessoal e profissional.

No mundo dos negócios, todos nós conhecemos aquelas pessoas que, de uma forma natural, têm uma grande facilidade de comunicação e como tal são eximias na arte de angariação e fidelização de clientes.

E todos gostaríamos de saber dominar esta arte, não é verdade?

Mas será que existe alguma forma de, conscientemente, podermos melhorar os relacionamentos que instintivamente não funcionam?

Claro que sim!

Quando percebemos a lógica da mente humana, tanto a nossa como a de outras pessoas, conseguimos interagir melhor uns com os outros.

A psicologia é poderosa e ao aplicá-la conseguimos atingir melhor os nossos objetivos e ajudar os outros a atingir os deles e, claro, criar uma maior e melhor relação de confiança e influência.

Mas para fazermos isto, para nos tornarmos melhores comunicadores e compreender melhor as outras pessoas, é necessário saber comunicar numa linguagem comum e ter consciência da importância dos nossos sentidos e do que os mesmos representam.

Todos nós temos 3 canais de comunição que nos ajudam a processar a forma como recebemos a informação externa e a forma como comunicamos. São eles:

– Visual

– Auditivo

– Cinestésico

A estes 3 canais, damos o nome de Auditivo Digital. Que não é mais do que o nosso ‘Self-talk’, ou seja, o nosso diálogo interno relacionado com tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, ouvimos e saboreamos.

Então, como utilizar esta informação para comunicares melhor com toda a gente à tua volta e não perderes nenhum dos teus clientes?

Vamos utilizar para isso um exemplo real que eu própria utilizo sempre que apresento uma proposta a alguém e com a qual tenho tido sempre sucesso.

Como a maior parte de nós usa apenas 1 a 2 sentidos como sistema preferencial, é-nos mais fácil aceitar qualquer ideia, proposta ou conselho se a mesma nos for transmitida de acordo com o nosso sentido preferencial.

Tendo isto em conta, a primeira coisa que deverás fazer é saberes identificar que tipo de sentido é que a pessoa que está à tua frente utiliza com mais frequência e depois adaptares a tua linguagem conforme esse sentido.

Nesta altura, deverás estar-te a perguntar como o poderás fazer, certo?

É muito fácil, basta que estejas atento à linguagem que utilizam com mais frequência e depois praticares e praticares até se tornar natural para ti. E assim, irá tornar-se mais fácil, para ti, usares os vários tipos de comunicação interpessoal.

Exemplo:

  • As pessoas com o Sentido Visual mais apurado, usam mais um tipo de comunicação que utiliza palavras e expressões relacionadas com o sentido visual, como: ver, olhar, observar, aspecto, mostrar, panorama, ângulo, aparecer, testemunhar, etc.
    • Assim sendo, sempre que estou perante alguém com o sentido visual apurado e desejo apresentar-lhe alguma proposta, utilizo a seguinte linguagem: “Se eu te pudesse mostrar uma forma atrativa com a qual pudesses beneficiar de um conjunto de benefícios e valores, poderia contar contigo para, pelo menos, dares uma vista de olhos na proposta que tenho para ti?”
  • Sentido Auditivo: este sentido consiste em captar de uma forma mais intensa os sons exteriores. Como tal, as pessoas com este sentido mais desenvolvido, tendem a ter mais facilidade em se lembrarem de sons, músicas e palavras que tenham ouvido e utilizam palavras como: ouvir, escutar, perguntar, explicar, contar, sintonizar, etc.
    • Aqui vamos fazer exatamente a mesma coisa que fizemos no exemplo anterior, mas desta vez com linguagem “auditiva”. Repara no exemplo seguinte: “Se eu te pudesse dizer uma forma atrativa com a qual pudesses beneficiar de um conjunto de benefícios e valores, poderia contar contigo para, pelo menos, ouvires o que tenho para te dizer?”
  • Sentido Cinestésico: este sentido é constituído por sensações externas e internas, toques, emoções e consciência corporal e, normalmente, estas pessoas utilizam uma linguagem composta pelas seguintes palavras: sentir, sensação, consistência, movimento, intuição, empurrar, impacto, concreto, estruturado, etc.
    • A linguagem “cinestésica” que podias adaptar aqui, seria: “Se eu te pudesse ajudar a conseguir uma forma concreta com a qual pudesses beneficiar de um conjunto de benefícios e valores, poderia contar contigo para, pelo menos, teres a sensação do que se trata?”

Percebeste a ideia?

Neste momento, tenho a certeza que reparaste que não te disse como poderás comunicar com algumas pessoas que têm todos os sentidos apurados de forma muito semelhante: os ‘Auditivos Digitais’.

Este é o bónus que disse que tinha para ti e por isso deixei para o fim.

Aqui estamos a falar de uma pequena percentagem da população mundial. São pessoas que se sentem confortáveis e até lhes é relativamente fácil usarem cada um dos sentidos da forma como entenderem.

  • As pessoas que têm esta função bem desenvolvida, seja de forma inata, seja porque a desenvolveram através da profissão que tiveram, são pessoas que preferem ir ao porquê dos porquês e analisar determinados conceitos e ideias. Interessam-se por tudo o que faz sentido e lhes é lógico e usam, principalmente, uma linguagem que não é específica a nível sensorial, como: conceber, pensar, compreender, lógico, processar, saber, etc.
  • Através da explicação anterior, consegues adivinhar que tipo de linguagem “auditiva digital”, poderias incluir aqui? Sim? Boa! Se não conseguiste ainda, não tem mal. Tudo na vida necessita de treino. Vê um dos exemplos que acostumo utilizar:
  • Exemplo: “Se eu te pudesse apresentar algo que já está concebido e pensado, de forma a poderes beneficiar de um conjunto de benefícios e valores, poderia contar contigo para, pelo menos, estimares e analisares qual o impacto que podia ter para ti?”

De forma a rentabilizares ao máximo o que está neste artigo, peço-te que não caias no erro de perguntar a cada uma das pessoas que tens à tua frente o que elas pensam que são.

Porquê? Porque tendo em conta que todos nós temos todos os sentidos, muitas das vezes não é assim tão fácil definir qual dos nossos sentidos está mais apurado.

A melhor forma que, na minha opinião, tens para detetar qual o sentido que está a ser mais utilizado, é prestares atenção ás palavras que, as pessoas que estão à tua frente, utilizam com mais frequência.

Quando conseguires utilizar a linguagem dos sentidos, de forma natural, poderás obter várias vantagens, como:

  • Melhor comunicação
  • Mais empatia e simpatia
  • Maior confiança e influência
  • Mais clientes fidelizados

Fala comigo no messenger.
Vou adorar saber o que fazer e o que te falta para dares aquele passo em frente.

 

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