Permite-te (continuar a) mudar

Na verdade, tu não tens de mudar.  Isso depende sempre do que queres para ti, não devo ser eu a decidi-lo. Nem eu nem ninguém, por mais próximidade e intimidade que tenha contigo.

Uma das Leis Universais é a Lei da Impermanência. Quer queiras quer não, a mudança acaba por acontecer, sempre! A “bem ou a mal”, típica expressão portuguesa, aquilo a que normalmente nos referimos como “vida” encarregar-se-á disso. Como acontece comigo e com todos os outros, receberás sinais, entraves, conflitos e doenças até que te transformes.

A questão mais importante a fazer aqui é: TU sentes-te vivo/a e a fluir nisto a que chamamos de Vida?

Estar vivo/a, para mim, é sinónimo de ser feliz. Significa presença, entrega e confiança no processo. Chamo-lhe processo porque cada um tem o seu, a sua direcção, a sua “bagagem” à qual chamo de Destino e o seu Livre Arbítrio, os seus condicionamentos materiais, físicos, emocionais, mentais e espirituais.

Estar vivo/a não significa que sejas tendencioso/a e que escolhas viver apenas o prazeroso, o confortável e o agradável para suprir as tuas carências e necessidades; estar vivo/a não significa estar preso/a ao passado (estados depressivos) ou ter medo do futuro (estados de agitação e ansiedade); estar vivo/a não significa colocar os outros à tua frente.

Estar vivo/a significa que o teu espírito de criança aventureira ainda se manifesta, que o Desconhecido e o Novo te atraem e que gostas de te provocar para que daí surjam as transformações necessárias para os constantes “reajustes”.

Sim, não vai chegar a uma fase onde tudo está feito, pronto e “perfeito” porque a perfeição não existe!

E não existe por uma razão muito simples: isso iria impossibilitar a evolução de tudo o  que É – se está perfeito não tem por onde ser melhorado, transformado ou evoluir! Isso mostra-me que os reajustes serão perpétuos, a adptação será constante e a transformação será eterna!

Como sei que preciso e o que tenho de transformar?

Não te conheço por isso torna-se uma pergunta difícil em que uma resposta fidedigna é quase impossível.

Mas, para teres umas luzes, questiona-te:

  • Está tudo bem?;
  • Como me vejo daqui a 10 anos?;
  • O que me faz falta?;
  • O que mudaria na minha vida se não existissem todos os “ses” que lhe coloco?

A transformação implica movimento, um câmbio, uma mudança do estado anterior para o actual. E tu podes transformar-te todos os dias, em todas as experiências, com todas as pessoas… sempre!

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Isso só depende de ti, da forma como abraças a  vida, do valor que lhe dás, do quão comprometido/a estás contigo e com parte daquilo que cá vieste fazer: libertar-te dos teus condicionamentos e ser feliz!

Torna-te cada vez mais presente no teu corpo nos momentos em que estás sozinho/a ou com pessoas ao lado. Esse estado de presença vai fazer com que te tornes disponível para ti e para quem te rodeia! Isso fará com que deixes de ter a necessidade constante de ser servido/a pelos momentos, pessoas e coisas e passarás tu a servir, disponível para o que acontecer.

Entrega-te em todos os momentos, vive a tua natureza e respeita-te! Será impossível respeitares quem quer que seja se não te respeitares a ti próprio/a. Em todas as situações faz o que tens a fazer, diz o que tens a dizer, vive o que tens a viver. Quanto maior for a tua entrega mais transformações ocorrem: quanto mais te permites mais te transformas e te conheces melhor.

Confia! Aqui não se trata de confiar no próximo ou de confiar que “Deus” vai nos proporcionar aquilo que a nossa mente acha que necessita… Trata-se de confiares em ti, na tua Essência, naquilo que verdadeiramente És! Se não confias na vida em si, dificilmente confiarás no próximo e, provavelmente, não confiarás em ti! Torna-te comprometido/a contigo e abraça a responsabilidade por tudo que enxergas dentro de ti!

Permite-te, usa-te, partilha-te, une-te, move-te, descobre-te, integra-te, desenvolve-te… transforma-te!

Osho - A pergunta real

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Espero-te bem,

João